Desenvolver pessoas é estimular mudanças
Se o trabalho não está rendendo, a concentração está baixa e os problemas externos estão consumindo sua mente, que tal alguns minutos de meditação e relaxamento? Ou sair um pouco do escritório e ir até as áreas de natureza para refletir e discutir como aproveitar melhor o seu tempo? Talvez ache melhor encarar uma aula de técnica de respiração?
Não é em qualquer ambiente de trabalho que é possível ter esses momentos de escape, mas essas são algumas das práticas adotadas pela Morya, agência de publicidade que completa 50 anos e, ao adotar uma política de desenvolvimento humano, através da qual acredita que só as pessoas são capazes de provocar mudanças, conseguiu um crescimento significativo, expandindo o seu escritório, cuja sede fica em Salvador, para três outras cidades: São Paulo, Recife e Belo Horizonte. Além disso, teve faturamento de 70 milhões no ano passado e a expectativa de crescimento para 2006 é de 15%.
A Morya tem, entre outras atividades de desenvolvimento, o intercâmbio de profissionais, na qual vem um estagiário de fora para trabalhar e conhecer a agência durante um tempo determinado. Tem também o programa “Conhecimento sem Fronteiras”, em que todo ano patrocina o melhor projeto criado entre seus funcionários, desenvolvendo-os no exterior. Com pouca hierarquia, seu escritório é preenchido por mesas redondas, sem divisões, evitando a criação de barreiras e promovendo uma integração maior.
Jotacy, funcionário da Morya há 14 anos, diz ser um prazer trabalhar em uma empresa assim: “As práticas adotadas pelas relações humanas da agência, de limpeza interior, alimentação, corpo sadio e mente sadia, facilidade de estar em contato com a diretoria, privilégio ao grupo e não ao indivíduo, contribuíram muito para que chegássemos tão longe”.
Segundo Cláudio Carvalho, presidente da Morya, não só o tratamento com os funcionários foi aprimorado pela empresa, mas toda uma política de transparência e comunicação consciente foi desenvolvida nos trabalhos realizados pela agência, dando prioridade ao respeito à pessoa, à ética, ao não aos esteriótipos e a manipulação. “Por exemplo, somos contra a utilização da mulher como objeto em campanhas publicitárias. Temos um resultado mais positivo porque o consumidor dá mais valor aos nossos clientes”, explica.
Fonte: RH Central