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Pesquisa mostra diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho Apesar de ter conseguido mais vagas no mercado de trabalho da Região Metropolitana de São Paulo em 2005, as mulheres continuam ganhando menos que homens. Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Seade, no ano passado, do saldo de postos de trabalho criados em 2005, 60,4% foram ocupados por mulheres. Em compensação, o rendimento anual médio das mulheres ocupadas na Grande São Paulo equivalia a R$ 813, enquanto o dos homens era de R$ 1.267. Como a jornada média de trabalho das mulheres é tradicionalmente menor que a dos homens --39 e 46 horas semanais, respectivamente, em 2005--, o rendimento médio real por hora é a medida mais apropriada para a comparação. Nessa comparação, em 2005, as mulheres passaram a receber R$ 4,87 por hora, valor 2,1% menor que no ano anterior. Para os homens, esse rendimento foi estimado em R$ 6,44. Em comparação com o do ano anterior, elevou-se em 0,7%. O rendimento médio real por hora diminuiu entre as assalariadas e as empregadoras, mas elevou-se entre as trabalhadoras autônomas e domésticas. Já a menor diferença entre os rendimentos feminino e masculino é encontrado nos serviços, em que a remuneração das mulheres equivalia a 92,1% daquela dos homens em 2005. Segundo a pesquisa, em todos os níveis de escolaridade, as mulheres receberam cerca de 67% do valor pago aos homens, o que demonstra, na opinião dos pesquisadores, que mesmo as mulheres mais escolarizadas têm dificuldade em se inserir em postos de trabalho mais bem remunerados. |